Nervosismo tira o tricampeonato do Cruzeiro e garante o tetra da Libertadores ao Estudiantes.
No Mineirão, mais de 65 mil torcedores do Cruzeiro saíram decepcionados com a sua equipe na final da Libertadores. O time mineiro, que arrancara um empate por 0 a 0 na Argentina, foi dominado pelo nervosismo na maior parte do jogo e caiu diante de um adversário que se mostrou organizado no sistema defensivo e que soube explorar falhas de marcação.
A Raposa foi surpreendida por uma virada do Estudiantes. Os brasileiros saíram na frente com um gol no começo do segundo tempo, mas foram murchando diante de um adversário que se mostrou superior e merecedor da vitória. Com a conquista, o clube de La Plata representará a América do Sul no Mundial de Clubes, a ser disputado de 9 a 19 de dezembro nos Emirados Árabes.
Campeão em 1976 e 1997, o Cruzeiro já havia sido derrotado na decisão de 1977 pelo Boca. Com a derrota de hoje, se mantém a escrita dos últimos anos do futebol brasileiro contra estrangeiros na Libertadores. Desde 2000, quando o Palmeiras perdeu para o Boca Juniors, passando por São Caetano (contra o Olimpia em 2002), o Santos e o Grêmio (ambos contra o Boca, em 2003 e 2007) e o Fluminense (contra a LDU, no ano passado), não conseguimos títulos contra nossos rivais do continente.
O JOGO
O Cruzeiro parecia afobado no início da partida. Talvez pela pressão da torcida, que empurrava o time à frente, a equipe celeste parecia ansiosa para resolver logo o jogo. O Estudiantes, ao contrário, demonstrava frieza e segurava na defesa, com boa atuação de Cellay, pela direita.
A partir dos 20 minutos, o jogo parecia que iria melhorar. Boselli recebeu passe por elevação de Fernández de frente para Fábio, mas furou a bola, perdendo a primeira grande oportunidade. O Cruzeiro reagiu com Leonardo Silva, que cabeceou após cobrança de escanteio e mandou a bola perto da trave de Andújar. Pouco depois, Wellington Paulista foi lançado por Wagner, mas não conseguiu cortar o goleiro.
Aos 27, Kléber conseguiu vencer Cellay e cruzou com perigo, mas a defesa afastou. Logo depois, em boa troca de passes, o Estudiantes assustou novamente. Aos 32, Boselli recebeu livre novamente e foi parado por Gérson Magrão. A catimba argentina irritou os cruzeirenses. Aos 37 minutos, houve um grande empurra-empurra, iniciado quando Ramires chutou Fernández no chão. Após muita confusão, que incluiu um soco de Pérez no rosto de Kléber, o árbitro chileno Carlos Chandía optou por dar apenas dois cartões amarelos, um para Verón e outro para Kléber. Neste clima transcorreu o resto do primeiro tempo.
Na volta do segundo tempo, a marcação continuava forte, os cruzeirenses ainda estavam apreensivos. Logo aos seis minutos, a torcida no Mineirão explodiu de alegria. E graças a uma jogada que o Cruzeiro não havia explorado até então: em uma conclusão de longe. Henrique se deslocou, recebeu passe de Marquinhos Paraná e chutou. A bola desviou em Desábato e fugiu do alcance de Andújar: 1 a 0.
Após o gol, a Raposa pareceu relaxar em campo, tocando a bola de lado. O empate veio a cavalo: Verón achou Cellay na ponta direita. O lateral cruzou e encontrou Fernández sozinho na área: 1 a 1. O Estudiantes estava mais tranquilo e bem organizado. Marcava bem e atacava nos momentos certos, com inteligência. Tentava o gol da virada em contra-ataques e jogadas de bola parada, e valeu a segunda opção.
Aos 27 minutos, Verón bateu escanteio da direita e Boselli, mesmo pulando meio sem jeito, cabeceou para o chão, fora do alcance de Fábio. Com o gol, Boselli chegou a oito e terminou como artilheiro isolado da Libertadores. O lance que poderia salvar a noite surgiu aos 41 minutos. Uma sobra de escanteio, como a do gol do título de 1997. O chute de Thiago Ribeiro foi muito mais bonito que aquele de Elivélton, mas encontrou o travessão.
A Raposa ainda não estava morta. Aos 43, em cobrança de falta, Gerson Magrão levantou na área, a bola foi desviada e caiu no pé de Thiago Ribeiro, na pequena área, mas ela subiu demais na finalização. Aos 46, mais uma vez no jogo aéreo, foi Thiago Heleno quem recebeu em boas condições, mas tentou bater de primeira uma bola que poderia ter sido dominada e encobriu o gol.
TÍTULOS DESDE 2000
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quarta-feira, 15 de julho de 2009
Estudiantes derrota Cruzeiro e conquista o título da Copa Libertadores da América 2009
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1 comentários:
Grande Rodrigo. Bela análise, mas prefiro o seguinte: Estudiantes tira o tricampeonato do Cruzeiro.
Saludos!
http://gambetas.blogspot.com
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