Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Seleção Brasileira de Futebol: contratos de patrocinadores da CBF

Estes são os valores dos cinco patrocinadores oficiais da Confederação Brasileira de Futebol visando a Copa do Mundo de 2014.

Não vou entrar no mérito de criticar a índole ou caráter do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, muito menos questionar o alto valor dos contratos de patrocínio entre as empresas e a Confederação Brasileira de Futebol. Também não vou me alongar quanto a questão da investigação pela CPI do congresso devido ao contrato com a Nike, no qual virou símbolo de má gestão da entidade. Minha intenção é informar valores de contratos entre empresas e a CBF.

Os amistosos da Seleção Brasileira são chamados de Brazil World Tour no exterior. Desde 2005 nossa seleção desfila pelos gramados da Europa e da Ásia por causa da Kentaro, empresa de marketing e direitos esportivos com sede na Suíça, a dona dos "nossos" amistosos pelo mundo.

A CBF vendeu todos os amistosos, cerca de 30, até a Copa de 2010 - o contrato com as empresas foi renovado e vai até 2010. A CBF vendeu o pacote por aproximadamente 30 milhões de dólares e recebeu 30% antecipadamente. Cada jogo vale, no máximo, 2 milhões de dólares (cerca de 4 milhões de reais). A entidade pode vetar algum adversário, mas precisa cumprir a cota de amistosos.

Também foi a Kentaro também que organizou toda a preparação da selecão para a Copa de 2006, na cidade de Weggis, Suíça. Aquela preparação para a qual eram vendidos ingressos de todos os treinos.

Financeiramente falando, a CBF conseguiu um bom aumento nas cotas. Em 1994, o Brasil arrecadava algo em torno de 200.000 dólares por amistoso. Depois, em 2002, antes do penta, passou para 800.000 dólares. Agora entendemos a lógica de se fazer tantos amistosos.

Todos os contratos a serem citados (e dos amistosos) foram firmados por Ricardo Texeira, que está no poder da CBF desde 1989. Impera em seu sexto mandato e permanecerá na presidência da entidade pelo menos até abril de 2015. No fim do mandato, ele completará 25 anos como presidente da CBF, sendo o dirigente que mais tempo comandou o futebol brasileiro. As empresas parceiras da CBF e da Seleção Brasileira são:

NIKE

A partir de 2006, Nike e CBF firmaram um novo contrato para a fabricação dos artigos esportivos da seleção até 2018. Os valores da negociação continuam os mesmos, a Nike pagará US$ 12 milhões por ano, para a seleção brasileira vestir a marca. Além dessa cota anual, a Nike daria US$ 6 milhões para os brasileiros, em caso de conquista da Copa do Mundo de 2006, que deverá se estender pelas Copas do Mundo da África do Sul e aqui mesmo no Brasil.

Porém, com a renovação do contrato, a multinacional americana perdeu vários privilégios nas cláusulas: como o direito de marcar até 50 amistosos para a Seleção e a exigência de jogadores considerados de nível A no time – muitos deles por ela patrocinados.

AMBEV (GUARANÁ ANTARCTICA)

Após rescindir unilateralmente o contrato com a Coca-Cola, a CBF assinou com a Ambev pelos valores de US$ 10 milhões anuais até 2019. É a única patrocinadora oficial da seleção brasileira que não teve ainda seus valores alterados. Por pouco tempo, pois a CBF prepara-se para rever o contrato que tem com a empresa. Ricardo Teixeira, presidente da CBF, já avisou que quer os mesmos 15 milhões de dólares anuais pagos pela Vivo e pelo recém-chegado banco Itaú.

VIVO

A Vivo colocou fim à disputa jurídica travada com a CBF e anunciou em novembro deste ano a renovação do contrato de patrocínio à entidade até 2014. O novo acordo prevê o aporte de US$ 15 milhões anuais, totalizando US$ 90 milhões até o fim da parceria.

No ano passado, a CBF solicitou um reajuste considerado abusivo pela empresa, que pagava aproximadamente US$ 4 milhões por ano. Insatisfeita, a entidade chegou a retirar a marca da operadora de todos os painéis durante os treinos da seleção brasileira em Teresópolis, no Rio de Janeiro. O caso foi à Justiça.

A CBF também se queixava de falta de promoção e de comercialização de produtos via telefonia celular relacionados à seleção brasileira, fazendo com que a entidade deixasse de ter uma receita estimada em R$ 12 mi por ano. As turbulências e o "flerte" da CBF com a Oi, no entanto, fazem parte do passado.

Além da presença da marca em uniformes, a parceria entre Vivo e CBF permitirá que os clientes da operadora acessem conteúdos exclusivos da seleção brasileira por meio de um Wapsite especial, no qual poderão conferir os melhores momentos dos jogos, informações sobre os atletas, além da tabela das competições e as últimas informações das equipes.

Os usuários também poderão entrar em campo e testar suas habilidades no esporte baixando diretamente no seu celular, pelo portal Vivo Downloads, um dos diversos jogos sobre futebol disponíveis.

ITAÚ

O Banco Itaú é o mais novo patrocinador da CBF. O contrato, anunciado em outubro de 2008, terá seis anos de duração e compreenderá a Copa do Mundo de 2014, que será disputada no Brasil. Os valores giram em torno de US$ 15 milhões anuais. Em 2007, o Itaú já havia se associado à CBF para ser patrocinador da candidatura brasileira à Copa de 2014. O acordo, de R$ 4,5 milhões, expirou no início deste ano.

O compromisso inclui as seleções principal, olímpica, sub-23, sub-20, sub-17, sub-15 e feminina, e dá ao banco o direito de utilizar mundialmente no seu ramo de serviços o título de patrocinador oficial da seleção brasileira de futebol. Além disso, o Itaú poderá estampar sua logomarca nos uniformes de treino e demais trajes e acessórios utilizados por jogadores e comissão técnica.

O envolvimento com o futebol, porém, já dura 17 anos. O banco é patrocinador das transmissões feitas pela Rede Globo no Campeonato Brasileiro, na Copa Santander Libertadores da América, nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, na Copa do Brasil e nos amistosos da seleção brasileira.

TAM

A TAM Linhas Aéreas também é patrocinadora oficial da Seleção Brasileira de Futebol. O acordo que tem duração de 4 anos (até 2011) com a CBF permitirá que toda a delegação viaje pelo Brasil e exterior com oferecimento da TAM. Pelo acordo, a companhia terá o direito de utilizar placas de publicidade nos estádios e logotipo da CBF para criação de campanhas, realizar ações promocionais e de relacionamento.

HUGO BOSS

Em novembro de 2008, Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou que a grife Hugo Boss fornecerá trajes sociais para a seleção pentacampeã mundial até 2014, ano da Copa no Brasil. O contrato prevê o aporte de US$ 200 mil anuais, mais US$ 250 mil em roupas. Com o acordo, a marca, que veste os jogadores de Real Madrid e Bayern de Munique no futebol internacional, une-se a Vivo, Itaú, Ambev, Tam e Nike no grupo de parceiros oficiais da entidade.

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